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A falta crônica de sono promove o apetite por lanches doces e gordurosos

A falta crônica de sono promove o apetite por lanches doces e gordurosos


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A privação do sono deixa você com fome de chocolate e fast food

Muito pouco sono é prejudicial: a falta de sono não apenas aumenta o risco de doenças cardiovasculares, mas também pode promover a obesidade. Os cientistas de Colônia já pesquisaram por que isso acontece.

A falta de sono é um risco para a saúde

Numerosos estudos científicos já mostraram que a falta de sono é prejudicial. Não só causa fadiga constante e pressão alta, como também é, em muitos casos, a causa de diabetes e ataques cardíacos. Você também pode engordar devido à falta de sono, porque se você dorme muito pouco, fica com fome de alimentos que engordam, como lanches gordurosos e doces. Estudos anteriores mostraram isso. Um novo estudo mostrou agora por que nosso autocontrole está enfraquecendo nesse estado.

Por que você acorda após uma curta noite de desejos

Um grupo de pesquisa internacional informou recentemente que a privação do sono aumenta o risco de excesso de peso.

Outros estudos mostraram que você engorda mais rápido se dormir pouco.

Isso também tem a ver com o fenômeno de que você muitas vezes acorda com um desejo por chocolate, hambúrgueres e outras porcarias depois de uma curta noite.

Até agora, um equilíbrio hormonal que ficou desequilibrado tem sido a razão da conexão estranha e doentia.

Porém, como pesquisadores da Universidade de Colônia agora relatam na revista "Journal of Neuroscience", o "apetite à fadiga" pode surgir de maneira bem diferente.

Os cientistas descobriram evidências de que a privação do sono ativa o sistema de recompensa do cérebro e aumenta o apetite por lanches gordurosos.

Equilíbrio hormonal desorganizado

Estudos epidemiológicos mostraram que pessoas com privação crônica de sono têm um risco aumentado de obesidade ou diabetes tipo 2.

Até agora, a causa disso costuma ser vista como o equilíbrio hormonal. Acredita-se que muito pouco sono confunda o equilíbrio hormonal e, como resultado, são despertados desejos por alimentos gordurosos ou doces.

Agora, essa suposição foi posta à prova por uma equipe liderada por Julia Rihm, que conduz pesquisas no campo da psicologia biológica da Universidade de Colônia.

"Nossos resultados indicam que um aumento na classificação alimentar após a perda de sono é devido a mecanismos hedônicos e não hormonais", escrevem os autores do estudo.

Análise conjunta de três fatores

Para chegar aos resultados, os cientistas convidaram 32 homens saudáveis ​​e magros para o laboratório, onde foram servidos o jantar em duas noites, com vários dias de intervalo.

Os sujeitos foram instruídos a ir para casa e dormir ou permanecer no laboratório, onde foram mantidos acordados.

Na manhã seguinte, todos os participantes do tubo de ressonância magnética registraram a atividade cerebral enquanto realizavam uma tarefa.

Segundo as informações, os homens devem explicar como estão dispostos a pagar por certos lanches ou por não alimentos.

Além disso, foi coletado sangue dos participantes do estudo para medir os níveis hormonais. Além disso, você deve classificar sua sensação de fome em uma escala.

Para Jan Peters, da Universidade de Colônia, a análise conjunta desses três fatores é o que torna o estudo tão especial.

"Registramos as alterações hormonais e a influência no comportamento e nos efeitos no cérebro", disse o co-autor do estudo em entrevista à Agência de Imprensa Alemã.

Valor subjetivo dos alimentos

Os cientistas descobriram que o valor subjetivo dos alimentos em comparação aos não-alimentares é aumentado pela perda de sono.

Embora a sensação de fome deva ser a mesma nos dois grupos de teste (afinal, os sujeitos do teste tiveram que passar sem comida nas noites sem dormir e na noite repousante), no entanto, havia uma clara diferença:

Segundo os autores do estudo, indivíduos com privação de sono estavam mais dispostos a gastar mais dinheiro em lanches do que em não-alimentos.

"Esse efeito pode ser esperado com base nos estudos realizados até agora", diz o neurocientista Peters, de acordo com o dpa.

Mas, como mostram as análises ao sangue, os hormônios não são responsáveis ​​por isso. Em vez disso, as imagens de ressonância magnética mostraram atividade aumentada em duas áreas do cérebro.

Primeiro, na amígdala, que está localizada nos lobos temporais do cérebro e pertence ao sistema límbico e, em segundo lugar, no hipotálamo, localizado no mesencéfalo.

Segundo os pesquisadores, apenas uma noite de privação de sono desencadeia um ciclo que desencadeia um sistema de recompensa neuronal específico para alimentos.

Para os sujeitos do teste, a oferta de lanche age como um estímulo de recompensa ao qual o sistema límbico reage e, acima de tudo, à amígdala, que processa sentimentos ou sentimentos enfatizados pelo prazer.

Nenhuma recomendação concreta de ação

Segundo Jan Peters, mais experimentos precisam esclarecer por que essas regiões são mais ativadas em pessoas que passaram a noite.

No entanto, o especialista está relutante em recomendar a ação, dados os resultados da investigação.

"Aparentemente, na seção transversal, pouco sono aumenta o risco de uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade", segundo Peters, dpa.

Segundo o cientista, o novo estudo fornece outro elemento básico para explicar a conexão.

"Agora estamos um pouco mais perto de entender qual mecanismo no nível neuronal desencadeia esse comportamento e qual pode ter um papel menor", disse Peters. (de Anúncios)

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